You, me and him...
Cada um pela sua mao e pela sua cor.
Suamos, rimos, planeamos e tentamos fazer melhor.
Num pequeno corredor ficou o nosso perfil.
A nossa singela marca.
Por esta partilha... obrigado.
Até...
Sabi...
Céu...
Lumo...
" Bin bin jubi nosso produto. I natural i sabi. Aki tudo tem, tudo sabi.
Crocs invadem a Guiné...
Se há algo que não existe neste "trabalho" até agora é monotonia. Há sempre coisas por fazer e novidades ao espreitar de um armazém, neste caso. Directamente da Holanda para Bissau e de Bissau para Bissorã aí estão eles: os Crocs! Esses modelos cómodos, coloridos e de plástico... A sua produção em larga escala na China e, certamente, um vantajoso acordo diplomático entre a empresa produtora e a ADPP permitiu que cerca de 3 mil pares destes sapatos fossem distribuídos por toda a região de Bissorã. Foram contemplados 4 grupos principais: Agrupamentos de Mulheres horticultoras, Famílias de diferentes tabancas (pequenas vilas situadas no meio dos campos), encarregados de educação e alunos que estudam nas escolas da ADPP. Claro que cada funcionário da escola e da ADPP ficou com o seu par. Tudo começou por gigantes sacas que se acumulavam há alguns meses nos armazéns da escola. Tiradas as sacas vá de contar e separar muitos e muitos sapatos, fazer listas de nomes um tanto ou quanto estranhos ( Segunda N'Gonda, Cumba Tchuda, Malam Sanha, Quinta Iála, Bintá Camara... só para exemplificar) e tentar organizar o melhor possivél a distribuição. A partir da escola os pares eram levados para as tabancas pelo Gastão ou então as próprias mulheres ou chefes de famílias vinham buscá-los. E lá iam as sacas novamente, em cima de bicicletas ou na mota.
Divertido e cansativo.
Muita cor e muita confusão.
Muitos sorrisos e satisfação de quem recebia algo novo.
Como se diz por aqui: "Manga di sapatos ki nos tissi gosi!" ( Muitos sapatos que nós temos agora)
Antes e depois...
Quando cheguei à escola da ADPP - Ajuda às Crinaças esta era uma das salas de aula, a da 4ª classe nomeadamente. Mais conhecida como "a barraca" tinha um telhado feito em palha, as paredes a cair e o seu interior era escuro e poeirento. Após um mês e algo de árduo trabalho eis que surge uma renovada e bonita sala de aula. Deitaram-se paredes e telhado abaixo, limpou-se o chão, ergueram-se de novo as paredes e o telhado é agora feito de placas de zinco. Entre todos, Bebé, Lamini, Fevra, Teresa, Margherita, Adolfo e eu, foi possivél transformar a velha palhota numa sala de aula de aula de verdade. Agora só falta terminar a pintura do quadro e rebocar um pouco a parede na parte de fora. Ainda me lembro de quando uma das paredes caiu, era o princípio da mudança! Adolfo, velho carpinteiro desdentado e sorridente, pendurava-se entre as tábuas de sibi do telhado para as arranjar. Os pedreiros Lamini e Fevra sentavam-se à espera do mata-bicho enquanto eu ia varrendo, varrendo e varrendo. Depois do santo pão lá começavam a trabalhar. Margherita e Teresa pintaram as paredes e colocaram os bancos. Está quase!